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Por que razão é importante participar no ICILS 2018?

A participação nacional no ICILS 2018 permitirá avaliar as competências digitais dos jovens portugueses num estudo que é validado por um referencial internacionalmente reconhecido, possibilitando a recolha de informação fiável sobre a educação digital em Portugal.

Os resultados dos jovens portugueses no ICILS 2018, comparativamente com os resultados, práticas e experiências no mesmo domínio de outros países, permitirão fundamentar decisões em relação à educação digital, seja na redefinição do papel das TIC em contexto educativo, seja na otimização de estratégias e práticas pedagógicas que concorram para a utilização das ferramentas informáticas como verdadeiras ferramentas de aprendizagem.

O ICILS providencia dados importantes que permitem, aos sistemas educativos e aos decisores políticos, avaliar os contextos e os resultados dos investimentos em programas educativos que envolvem as TIC.

Em 2013, no grupo de 18 países que participaram na primeira edição do ICILS, os resultados, obtidos com a aplicação dos instrumentos de avaliação a cerca de 60 000 estudantes, 35 000 professores, 3300 escolas e 21 sistemas educativos mostram que 89% dos alunos dizem ser capazes de encontrar informação na internet, mas apenas 2% demonstram pensamento crítico na pesquisa de informação online

Relativamente à utilização das TIC, uma grande parte dos alunos referiu ter usado recursos informáticos pelo menos uma vez por mês na realização de trabalhos escolares (45%) e na preparação de apresentações (44%). No que se refere aos países da UE participantes, entre 96% (Dinamarca) e 84% (Alemanha) dos alunos do 8.º ano disseram utilizar computadores há pelo menos 3 anos, mas, excetuando a República Checa, 25% dos estudantes possuíam níveis baixos de literacia digital.  Isto é, a nova geração de digital natives não é digitally competent e a Escola tem neste processo  um papel-chave (Veja- se o documento da Comissão Europeia sobre o ICILS: European Comission, 2014).

Adicionalmente, os resultados globais do ICILS demonstram que menos do que 50% dos professores inquiridos sentem que são autossuficientes na utilização de computadores em tarefas de maior complexidade (por exemplo, na instalação de software). A maioria dos participantes, 18 dos 21 sistemas educativos, tem planos ou políticas educativas que estimulam o uso das TIC em educação a nível regional ou nacional (Veja-se o Relatório Técnico, IEA, 2014). Ainda assim, e no tocante aos países da UE, o uso das TIC em contextos de ensino e de aprendizagem permanece restrito. A Comissão Europeia recomenda que se dê maior apoio à utilização ativa das TIC nos processos de ensino e de aprendizagem.

Para os alunos, a sua participação no ICILS 2018 poderá constituir um incentivo futuro a um prosseguimento de estudos na área das ciências da computação e da engenharia informática, áreas críticas nas sociedades atuais. Pode, igualmente, contribuir para ajudar a combater o problema do défice de recursos humanos altamente qualificados na área das ciências e das tecnologias e, em particular, na área da informática, o qual já afeta as empresas nacionais e multinacionais a operar em território nacional e que está estimado situar-se na casa das dezenas de milhar. Esta é uma realidade sobejamente descrita em estudos internacionais, de que o relatório E-skills for jobs in Europe: measuring progress and moving ahead, divulgado pela Comissão Europeia em fevereiro de 2014, é mero exemplo.


Como funciona o teste ICILS?

O núcleo central do ICILS é a avaliação da literacia digital. O teste, realizado em computador, avalia se os alunos a frequentar  8.º ano de escolaridade são capazes de: (i) demonstrar conhecimentos básicos e compreensão na utilização de computadores; (ii) pesquisar e avaliar a relevância da informação digital; (iii) trabalhar a informação digital para que esta possa ser armazenada, acedida, reutilizada e interpretada eficientemente; (iv) editar e criar produtos de informação destinados a uma audiência e a objetivos específicos; (v) compreender como é que os computadores podem ser utilizados para comunicação e partilha no âmbito da educação e (vi) compreender as implicações da utilização segura e ética da informação digital.

O teste está organizado em módulos, cada um com um conjunto de pequenas tarefas que demoram, geralmente, menos de um minuto a completar. A seguir aos módulos de curta duração, é apresentado um módulo com uma tarefa  e de maior complexidade e mais demorada, como a preparação de um póster, de uma apresentação ou de uma página web, utilizando software adequado à tarefa. A figura seguinte ilustra o ambiente gráfico do ICILS na realização de uma das tarefas.

TarefaICILS

 

Ao mesmo tempo, é aplicado um conjunto de questionários aos alunos, aos professores e às escolas, para recolher informação complementar sobre as políticas, o currículo, os recursos e as práticas na utilização das TIC em educação nos diferentes países participantes.

O teste é apresentado numa Pen USB ligada aos computadores das escolas. Se bem que o teste e os questionários possam ser realizados via internet, a apresentação do teste em Pen é o modo preferencial, uma vez que assegura um ambiente de testagem homogéneo, independente da qualidade da internet das escolas.


Cronograma do ICILS 2018

Para o ICILS 2018, está definido o cronograma seguinte:

Cronograma do ICILS 2018

2015 

 2016

 2017

 2018

2019 

Revisão da Framework e
desenvolvimento
de instrumentos 
Implementação
da plataforma
de teste,
finalização da Framework 
e instrumentos 
Estudo
piloto                    
Estudo
principal                        
Relatório Nacional e Relatório Internacional            

Como é selecionada a amostra do ICILS?

A população alvo do ICILS é a população de alunos a frequentar o 8.º ano de escolaridade. O quadro de amostragem é constituído por todas as escolas pertencentes aos agrupamentos de escolas / pelas escolas não agrupadas do ensino público e pelos estabelecimentos de ensino particular e cooperativo com oferta de 8.º ano. A seleção dos alunos participantes é feita mediante um processo de amostragem aleatória multi-etapa. Na primeira etapa, o território nacional é estratificado por NUTS III e as escolas participantes são selecionadas por amostragem sistemática proporcional. Na segunda etapa, em cada escola selecionada, é extraída uma amostra aleatória simples de 25 alunos da população de alunos elegíveis (alunos a frequentar o 8.º ano). A fim de assegurar a representatividade da amostra, não é possível substituir alunos por outros que não façam parte da amostra selecionada pelo consórcio da IEA responsável pela amostragem. Não é possível também ter a participação de outras escolas que não tenham sido previamente selecionadas no processo de amostragem.


Quem faz e como é operacionalizado o ICILS 2018?

A equipa dos estudos internacionais do IAVE fez a gestão e aplicação dos estudos (ver Apresentação), tendo larga experiência na conceção, gestão e coordenação da aplicação, bem como na análise de dados de estudos de amostragem em larga escala. A equipa presta o apoio necessário às escolas participantes na organização logística da aplicação (disponibilizando manuais técnicos, software de diagnóstico e uma linha de apoio permanente aos Coordenadores do Projeto nas escolas), bem aos aplicadores de teste que se deslocam às escolas e são responsáveis pela aplicação do teste. A equipa assegura ainda todos os procedimentos técnicos para validação e submissão da amostra, em estreita colaboração com a IEA.


O ICILS tem algum tipo de impacto nas classificações externas ou internas dos alunos participantes?

À semelhança do PISA, do PIRLS ou do TIMSS, o ICILS é um estudo de avaliação por amostragem de larga escala. Assim, a estimativa dos conhecimentos e competências dos alunos é obtida por métodos estatísticos adequados à estimação dos conhecimentos de amostras/populações de grande dimensão não devendo ser desenvolvidas quaisquer análises de resultados relativas a alunos, individualmente considerados, ou relativas a escolas. Nenhuma informação que possa ser utilizada para identificar os alunos e as suas escolas é tornada pública, estando assegurada, por força do convénio com a IEA, a confidencialidade dos dados das escolas e dos alunos considerados individualmente.

Os resultados do ICILS não têm, pois, qualquer impacto nas classificações dos alunos ou na avaliação das escolas participantes.