Progress in International Reading Literacy Study (PIRLS) avalia a literacia de Leitura dos alunos do 4.º ano de escolaridade.

O estudo é desenvolvido pela IEA e foi aplicado pela primeira vez em 2001. Portugal participa neste estudo desde 2011.

A avaliação da literacia de Leitura pelo PIRLS assenta numa noção abrangente do que é saber ler e seu Quadro de Referência (Framework) foi desenhado de modo a contemplar finalidades e processos de compreensão da Leitura que dão significado a este conceito de literacia de Leitura. As finalidades contemplam, por um lado, a leitura como experiência literária e, por outro, a leitura como meio para adquirir e utilizar informação. Na análise do desempenho dos alunos, essas finalidades são cruzadas com os principais processos de compreensão da Leitura: localizar e retirar informação explícita; fazer inferências diretas; interpretar e integrar ideias e informação; analisar e avaliar o conteúdo e outros elementos textuais.

A prova é constituída por um conjunto de cadernos, com itens que envolvem diferentes finalidades e processos de compreensão da Leitura. Cada aluno responde a um caderno de prova. Os itens do PIRLS não são públicos, permitindo, assim, a comparação de resultados dos alunos ao longo das várias edições do estudo e a identificação de tendências nos resultados. Em cada ciclo, são dados a conhecer ao público alguns itens que deixam de fazer parte das provas e que ilustram as questões apresentadas aos alunos.

A par dos testes, são aplicados questionários que recolhem informação de contexto e outros fatores que podem influenciar o desempenho em literacia de Leitura.

O PIRLS é aplicado de cinco em cinco anos, o que permite analisar tendências dos resultados e fazer uma caracterização dos ambientes familiar e escolar em que os alunos aprendem a ler nos vários países.

Este estudo é apresentado pela IEA como uma oportunidade para cada país aprender com as experiências dos outros participantes, através da comparação de condições de aprendizagem da leitura, quer em casa quer na escola, aspeto que decorre da diversidade de sistemas educativos envolvidos.

Em 2011, a aplicação dos dois estudos da IEA, o TIMSS e o PIRLS, coincidiu, o que permitiu relacionar a literacia de Leitura dos alunos do 4.º ano de escolaridade com o seu desempenho em Matemática e Ciências.

Em 2016, Portugal participiou no PIRLS e no ePIRLS, o novo programa de literacia de Leitura em formato digital desenvolvido pela IEA, tendo realizado os estudos-piloto em 2015.

Conheça aqui os resultados nacionais dos estudos de 2016, bem como a metodologia adotada.

Na página da IEA, é  possível encontrar informação detalhada sobre estes estudos internacionais.


 

 

 

 

 

Quem participa?

 

O PIRLS estabeleceu uma definição de literacia de leitura baseando-se numa transição crucial no desenvolvimento das crianças enquanto leitores e que acontece habitualmente no final do 4.º ano de escolaridade: este é o momento em que as crianças já aprenderam a ler e passam a ler para aprender.

Em cada ciclo do PIRLS, são selecionados alunos do 4.º ano de escolaridade, através de um processo de amostragem em duas fases: na primeira fase, é constituída uma amostra aleatória estratificada de escolas; na segunda fase, são selecionadas aleatoriamente turmas de alunos dessas escolas. A amostra assim constituída é representativa da população-alvo do país.

Na primeira participação de Portugal (PIRLS 2011) estiveram envolvidas cerca de 150 escolas e, aproximadamente, 4000 alunos do 4.º ano de escolaridade. No estudo principal de 2016, estiveram envolvidas 220 escolas, 326 turmas de 4.º ano e 5324 alunos.

Em 2016, participaram no PIRLS 55 países/sistemas educativos e no ePIRLS 16 países/sistemas educativos.


 

 

 

 

 

 

Materiais

O PIRLS disponibiliza vários materiais de interesse educativo, dos quais se destacam os itens que foram libertos, após terem deixado de fazer parte dos testes do PIRLS, e os questionários de contexto. Veja-se: Instrumentos de Avaliação.